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Présentation

O Brasil é um dos principais fornecedores de matérias-primas para o resto do mundo, além de ser um ator importante nas políticas climáticas e ambientais internacionais. Entre promessas de renda, evidências de contaminação (agrotóxicos, mineração) e de destruição ambiental (erosão dos solos, desmatamento, colapso da biodiversidade) e dúvidas sobre as soluções propostas (pagamentos por serviços ecossistêmicos, mercados de carbono), as famílias e as comunidades estão divididas. A nível local, a linha divisória entre a integração a diversos tipos de mercado e o trabalho de cuidado socioambiental está estreitamente ligada às formas dominantes de masculinidade e feminilidade. Entre os dois, a agroecologia é, a um só tempo, uma resistência à mercantilização e um processo de transformação de mulheres e homens.

Este livro analisa o compromisso de uma ampla gama de sujeitos com a agroecologia e, ao fazê-lo, redefine o próprio significado desse conceito. Sem negligenciar a posição dos homens, ele opta por se colocar ao lado de mulheres que historicamente foram silenciadas, em um movimento que vai de experiências locais a questões globais. As autoras e o autor deste livro são membros de organizações da sociedade civil, de movimentos sociais e da Academia, das áreas de ciências sociais e agrárias, do Brasil e da França. Juntos, realizaram uma pesquisa de campo interdisciplinar de quase dois anos e uma pesquisação com coletivos locais de mulheres agricultoras comprometidas com a agroecologia. Reflexivo, o livro traz à tona as vozes dessas mulheres, enraizadas nas cozinhas, hortas, campos, florestas, solos e rios do Vale do Ribeira (SP) e da Zona da Mata (MG). Confrontado com os pontos de vista de agricultores e de atores dos setores agroindustrial, de mineração e ambiental, o livro apresenta novos conhecimentos, no cruzamento entre os estudos feministas, a economia e a ecologia políticas e a agroecologia, ao mesmo tempo em que alimenta as possibilidades de alternativas concretas.

Caractéristiques

Collection : D'Amérique latine

Publication : 1 février 2026

Intérieur : Couleur

Support(s) : eBook, eBook [ePub]

Contenu(s) : ePub

Protection(s) : Marquage social (ePub)

Taille(s) : 34,6 Mo (ePub)

Langue(s) : Portugais

EAN13 eBook [ePub] : 9782709931168

EAN13 (papier) : 9786558911876

Sommaire

PARTE I . TERRITÓRIOS E AGRICULTORAS NA AGROECOLOGIA

  • Capítulo 1 – Quem são as agricultoras na agroecologia e quem somos nós ? Construindo a pesquisação feminista
  • Capítulo 2 – As agricultoras, seus territórios e a agroecologia: ouvindo as histórias 
  • Capítulo 3 – As agricultoras e seus corpos-territórios: mapeando ameaças e resistências

PARTE II. AMEAÇAS AOS TERRITÓRIOS : UMA ANÁLISE FEMINISTA E DECOLONIAL

  • Capítulo 4 – Agrotóxicos e gênero: problemática, impactos e resistências 
  • Capítulo 5 – Mineração e agroecologia : conitos e dinâmicas de gênero 
  • Capítulo 6 – De bem comum a preservação e compensação ambiental: disputas em torno da relação com a natureza

PARTE III. AGROECOLOGIA E RESISTÊNCIAS DAS AGRICULTORAS: UM OLHAR SITUADO

  • Capítulo 7 – Manejos agroecológicos e gênero : resistências nos espaços de trabalho e vida. 
  • Capítulo 8 – Pluralidade econômica, agrobiodiversidade e gênero : entendendo as relações
  • Capítulo 9 – Cuidados : de uma análise de violências a uma práxis socioambiental

Contributions

  • Isabelle Hillenkamp (Coordination éditoriale de)

    Isabelle Hillenkamp é socioeconomista, diretora de pesquisa no Institut de Recherche pour le Développement (Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, IRD, França), vinculada ao Centre d’Études en Sciences Sociales sur les Mondes Africains, Américains et Asiatiques (Centro de Estudos em Ciências Sociais sobre os Mundos Africano, Americano e Asiático, CESSMA). Integra a Diretoria do Centre des Politiques de la Terre (Centro de Políticas da Terra, CPT) da Universidade Paris-Cité (UPC, França) e é membro da Cité du Genre (Cidade no Gênero), também na UPC. Atuou como pesquisadora e como coordenadora do projeto GENgiBRe.

  • Alair Ferreira de Freitas (Coordination éditoriale de)

    Alair Ferreira de Freitas possui pós-doutorado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal. É doutor em Administração (UFMG), professor do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa (UFV), membro dos Programas de Pós-Graduação em Extensão Rural e em Administração Pública da UFV. Atuou como parceiro institucional e pesquisador colaborador do projeto GENgiBRe.

  • Héloïse Prévost (Coordination éditoriale de)

    Héloïse Prévost é professora de Sociologia no Departamento de Economia e Administração na Universidade Jean Jaurès de Toulouse (França), vinculada ao Centre d’Étude et de Recherche Travail, Organisation, Pouvoir (Centro de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho, Organização, Poder, CERTOP). Também é codiretora do lme participativo Mulheres rurais em movimento com o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste (MMTR-NE). Faz parte da coordenação da estrutura federativa de pesquisa Arpège – Estudos de gênero, e do grupo de pesquisa AGATE (Agricultura Gênero Alimentação Território e Meio ambiente), faz parte do Atécopol de Toulouse (Ateliê de Ecologia Política). Atuou como pesquisadora do projeto GENgiBRe.

  • Larissa Mies Bombardi (Coordination éditoriale de)

    Larissa Mies Bombardi é geógrafa e professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, vive na Europa e é pesquisadora na Université Libre de Bruxelles (UBL, Bélgica). Atuou como pesquisadora colaboradora do projeto GENgiBRe.

  • Natália Lobo (Coordination éditoriale de)

    Natália Lobo é agroecóloga, mestra pelo Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ). É parte da equipe técnica da Sempreviva Organização Feminista (SOF), onde atua com mulheres agricultoras e quilombolas do Vale do Ribeira (SP). Atuou como pesquisadora e como assistente de pesquisa do projeto GENgiBRe.

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