A imagem mais difundida da Amazônia é a de uma imensa extensão florestal percorrida por uma densa rede hidrográfica. Cerca de 170 povos indígenas vivem na Amazônia brasileira. Cada um deles desenvolveu, ao longo de sua história, formas únicas de produção, conservação e troca de recursos fitogenéticos. No entanto, a relação com as plantas vai além da simples noção de recurso. A agrobiodiversidade, ou seja, a diversidade das plantas cultivadas, está enraizada em relações sociais. Ela está associada a uma cultura material, a escolhas alimentares, a conhecimentos, a formas de gerenciar o espaço, etc., complexo do qual decorre a noção de sistema agrícola tradicional (SAT) que está no âmago da pesquisa realizado no Rio Negro entre 2005 e 2019. Esta foi realizada em parceria entre a Universidade Estadual de Campinas e o IRD e em estreita articulação com as associações ameríndias do Rio Negro. O reconhecimento nacional desta agricultura ameríndia como patrimônio cultural contribuiu para reforçar a visibilidade das agriculturas ameríndias, dos recursos fitogenéticos associados e da extensa competência dos povos ameríndios neste área. A pesquisa deslocou-se assim de uma questão inicial de conservação de recursos biológicos para a do reconhecimento de um patrimônio, ou seja, das formas de pensar os sistemas agrícolas tradicionais como memórias, territórios e conhecimentos, elementos cruciais para o futuro.
Éditeur : IRD Éditions
Collection : Chemins d'impacts
Publication : 27 novembre 2025
Intérieur : Couleur
Support(s) : eBook [pdf], eBook [epub]
Contenu(s) : PDF
Protection(s) : Marquage social (PDF)
Taille(s) : 2,18 Mo (PDF)
Langue(s) : Français
EAN13 eBook [pdf] : 9782709931038
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